Reflexões

Milagre dos fotógrafos cegos *

Um dos mais belos exemplos do milagre da educação é a exposição, em São Paulo, chamada "Percepção do Visível", feita por fotógrafos cegos, as fotos estão no site: www.catracalivre.com.br. Como, afinal, um cego pode não só ter a vontade mas efetivamente registrar as imagens?
Esse é daqueles casos que deveriam ser estudados por todos os interessados na arte de ensinar. O guia daqueles fotógrafos se chama João Kulcsár, que estudou em Harvard num laboratório (Projeto Zero) que dissemina pelo mundo a idéia de que o ser humano é dotado das mais diferentes inteligências. Saber mover o corpo é uma delas. Mas a escola, em geral, só cobra uma delas, baseada no raciocínio lógico-matemático.
Por isso, João acreditou que aqueles deficientes visuais usariam outras percepções que lhes são mais aguçadas --o tato, o olfato e a audição. É o que se nota nas imagens das frutas.
Quando o professor acredita nos mais diversos potenciais de um aluno, consegue lhe dar atenção e transformar a curiosidade em algum resultado concreto, milagres acontecem  - até cegos tiram fotos.
Mas quando acontece o contrário, o aluno não é estimulado, não tem um professor para fazer da curiosidade aprendizado - pior, é chamado de burro -, até quem enxerga passa a não ver nada. É o que, geralmente, vem acontecendo, especialmente nas redes públicas.
O grande desafio da nação é colocar, junto das crianças, educadores capazes de gerenciar curiosidades. O resto é detalhe.


* Fonte: Jornal Folha de São Paulo,30/11/2008 ; O autor é  Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.E-mail: palavradoleitor@uol.com.br

 

 

Leitura, assunto de família.


Na ante sala de um consultório escuto o desabafo de uma colega de espera “Meu filho não gosta de ler, acho que a escola não ensina o gosto de leitura”. Em tempo lembro que li um texto que indagava aos pais: “quantos livros você já presenteou a seu filho?”, Qual idade tinha seu filho quando você deu a ele seu primeiro livro? Quantos livros você já recomendou a seu filho adolescente? Quantos livros você já leu na frente deles?”. Aproximo os encaminhamentos da máxima de que ser leitor não é dom natural. Leitor é formado. Leitor é criado pelo exemplo. Da família,sim. Leitor é estimulado pelo exercício dos professores, sim. Leitura é um hábito vivido em parceria com os colegas de escola, também.


Diz a máxima que só podemos amar aquilo que conhecemos. Que sabor tem uma comida que nunca provamos e da qual só ouvimos falar? Que estilo tem um autor que eu desconheço? Que livro tem o gosto do meu gosto? Se, para formar apreciadores da música clássica precisamos formar ouvintes...formar platéias...seduzir o ouvido. Educar com Mozart. Para criar leitores temos que insistir: ler é um hábito formado. Gosto formado e formador. Hábito, este, que precisa ser introduzido em nosso cotidiano por alguém. A primeira opção: os pais. A segunda opção a escola. A terceira opção o Estado.


Mas como? Insisto!


Quantas bibliotecas foram instaladas, ampliadas? Quantos livros você, pai e mãe, já leram na frente do seu filho e filha? Quantos livros o professor apresentou ao seu aluno? Leu e comentou prazerosamente o conteúdo, o seu autor... O círculo é vicioso: a família não ler, a prole dificilmente lerá; se o professor não lê, o aluno não enxergará no ato da leitura uma prática digna de ser reproduzida. Enquanto estamos lendo, o mundo se amplia. O tempo e o espaço se enriquecem.


As famílias poderiam imprimir uma rotina saudável à formação do filho leitor programando o tempo: leitura conversa. Diminuir o tempo do computador sem esquecer ainda as tarefas domésticas, a convivência e as obrigações escolares. Seria de bom tom indaga-se sobre qual atividade é mais enriquecedora, o livro ou  computador? E a leitura no computador é uma combinação possível? Mas não despreze a magia do ler – combinação visual o branco do papel e o preto da tinta desfilando letras, criando pensamento.


Muito se reclama sobre a presença dos pais no trato de questões educacionais envolvendo seus filhos. A leitura, certamente, é uma delas. É preciso observar, o papel da família na formação de leitores. Questão recorrente colocada por pesquisadores da educação, mas que só muito lentamente vem alterando o foco do debate sobre a criação de leitores e a importância da leitura em família.
                                                                  

  Lúcia de Fátima Lopes Siqueira*
*A autora é graduada em pedagogia; especialista em avaliação escola; mestre em psicologia escolar. Professora universitária. Diretora do Proensino.

 

 

O NÓ - UMA HISTÓRIA DE GENTE MIÚDA

Era uma reunião numa escola. A diretora incentivava os pais a apoiarem as crianças, falando da necessidade da presença deles junto aos filhos. Mesmo sabendo que a maioria dos pais e das mães trabalhava fora, ela tinha convicção da necessidade de acharem tempo para seus filhos.

Foi então que um pai, com jeito simples, explicou que saía muito cedo e que, quando voltava, o pequeno, cansado, já adormecera. Explicou que não podia deixar de trabalhar tanto assim, pois estava cada vez mais difícil sustentar a família. E contou como isso o deixava angustiado, por praticamente só conviver com o filho nos fins de semana.

O pai, então, falou como tentava redimir-se indo beijar a criança todas as noites, quando chegava em casa. Contou que, a cada beijo, ele dava um pequeno nó no lençol, para que seu filho soubesse que ele estivera ali. Quando acordava, o menino sabia que seu pai o amava e lá estivera . E  era o nó o meio  de se ligarem um ao outro.

Aquela  historia emocionou a diretora da escola, que, surpresa, verificou  ser aquele menino um dos melhores e mais ajustados alunos da classe.  E se fez refletir sobre  as infinitas maneiras que pais e filhos têm de se comunicarem, de se fazerem presentes nas vidas uns dos outros. O pai encontrou  sua forma -  simples, mas eficiente – de se fazer presente e, o mais importante, de seu filho acreditar na sua presença.

Para que a comunicação se instale, é preciso que os filhos “ouçam” o coração dos pais, ou responsáveis, pois os ensinamentos falam mais alto do que as palavras. É por essa razão que um beijo, um abraço, um carinho, revestidos de puro afeto, curam até dor de cabeça, arranhão, ciúme do irmão, medo do escuro, etc.

Uma criança pode não entender certas palavras, mas sabe registrar e gravar um gesto de amor, mesmo que este seja um simples NÓ. E você? Tem dado um nó no lençol do seu filho?

Fonte: Revista “Construir Notícias”

 

 

Por que ler para os filhos?

"O objetivo de uma escola sempre foi formar cidadãos capazes de “ler o mundo”, produzindo discursos orais ou escritos, adequados a diferentes situações..."

Mas ter em casa futuros leitores, implica em ir além dessa concepção. A leitura há muito deixou de ser uma simples prática escolar para transformar-se em um processo desencadeado pela necessidade de "leitura de mundo" o qual deve ser iniciado desde a mais tenra idade, ou seja, no seio da família.

Pesquisas mostram que, até os dois anos de vida, o desenvolvimento do cérebro ocorre num ritmo bem acelerado. Podemos concluir que tudo o que for feito nesse período, como conversar, cantar, demonstrar carinho, ler, entre outras coisas, será crucial para o desenvolvimento saudável da criança.

Ler para os filhos também é importante fonte de prazer pois, ao mesmo tempo em que oferecemos algo valioso para as crianças (a nossa presença), lhes brindamos com a possibilidade de "viajar" pelo mundo pelas páginas de um livro. Assim, desde pequenos, associarão leitura a momentos prazerosos, o que funcionará durante os primeiros anos de vida mais ou menos como uma "propaganda para a mente".

Os pais que estimulam a leitura ensinam os filhos a reconhecer o ambiente em que vivem e a desenvolver atitudes que os influenciarão durante a vida adulta, como confiança, respeito mútuo e compreensão.

Leituras saudáveis produzem leitores seletivos diante da avalanche de informações, e-mails, programas de TV, notícias etc. do mundo contemporâneo, ao mesmo tempo em que expõem as crianças a sentenças complexas e bem estruturadas, forma positiva de ensiná-las a se expressarem bem, tanto no falar quanto no escrever.

Preparar leitores implica ainda na consideração de alguns pontos essenciais como ler para a criança sem pressioná-la; manter uma atmosfera agradável de cordialidade, descontração e informalidade; saber quando parar de ler, pois cada criança tem seu tempo de concentração; criar expectativas antes de virar a página de um livro com gravuras; dar ênfase à leitura com expressões, gestos, mudança na entonação da voz para dar vida à estória; fazer com que a criança interaja com a leitura; pausar em determinados intervalos perguntando e estimulando a criança a formular respostas bem elaboradas; selecionar livros que transmitam mensagens positivas, estimulantes e que levem à reflexão; procurar sempre locais e momentos calmos.

A atenção a esses lembretes aliada ao bom exemplo dos pais quanto à leitura trarão benefícios vitalícios para todos os envolvidos no processo de ensino/aprendizagem de uma criança.                                                                                                  (Rosemeire Alves Lourenço)

 

 

O DIA SERÁ LONGO? ENTÃO COMECE COM O PÉ DIREITO.

Pequenas atitudes durante o seu dia fazem uma diferença significativa quando ele chega ao fim. É claro que o cansaço, o estresse e os problemas de um dia de trabalho, muitas vezes, fazem com que você chegue em casa exausto e desanimado. Mas existem maneiras de se evitar, ou a menos amenizar, esses efeitos.

    • Ao acordar não desperte só sua mente, aproveite e alongue-se ainda na cama. Dê bom dia ao seu corpo e você verá como seu despertar será bem mais agradável.
    • No chuveiro enquanto a água cai, feche os olhos e imagine-se embaixo de uma cachoeira; veja de que cor ela é. Coloque uma peça de roupa dessa mesma cor. Esse é um exercício para seu cérebro intuitivo. Experimente!!!
    • Sapatos e roupas apertadas podem deixá-lo de mau humor sem que você identifique a causa. Vista-se confortavelmente.
    • Crie, a cada dia, uma maneira de levar a vida de uma forma mais leve, de modo a aprender com os erros, a pensar positivamente frente a qualquer dificuldade, a estar presente e inteiro em tudo o que faz.
    • Busque momentos de serenidade e paz durante o dia. Sente-se por algum tempo com a coluna ereta e os olhos fechados. Respire fundo, isso ajuda a aliviar o estresse e a ansiedade.
    • Durante o dia, beba muita água, pelo menos 1,5 litro. Coma frutas, verduras, legumes e saladas. Evite carne vermelha, gorduras e doces em excesso. Você vai se sentir mais leve, mais atento aos seus afazeres e com maior vitalidade.
    • Faça alguma atividade física pelo menos duas vezes na semana. Pode ser uma caminhada, aulas de dança, musculação, hidroginástica, etc. O importante é você ter prazer com ela, pois isso vai lhe ajudar a liberar toxinas, aliviar o estresse mental, melhorar seu desempenho físico e aliviar a sobrecarga sobre seu sistema emocional.                                                      
      (www.furnas.com.br)